Depressão! Não, não é um tabu!

Há muito que ser discutido sobre depressão. E não podemos classificar esse assunto como “assunto do momento”. Precisamos urgentemente compreender que é um mal presente em nossa geração e em nossa casa ministerial. A depressão, muitas das vezes, é vista como uma frescura e é tratada como se fosse um tabu. Um estudo realizado pela Federação Mundial de Saúde Mental, mostra que uma em cada vinte pessoas tem depressão. Precisamos ser sensíveis a esta questão e estarmos munidos das ferramentas corretas para ajudarmos as pessoas que hoje sofrem com essa dor na alma. A nossa atenção, o nosso cuidado com as pessoas em nossos discipulados é primordial para diagnosticar o problema. Ainda que não sejamos profissionais da área, a nossa atenção e sensibilidade a estes casos, nos levará a direcioná-las.

Sabemos que a depressão é causada por dois fatores: a genética e o ambiente. Isso significa que aqueles que têm um histórico familiar de depressão correm um risco maior de serem afetados. E algumas características do ambiente de convivência do indivíduo, como estresse e pouca valorização, podem ser decisivas para a saúde dele. Fora isso, há uma série de eventos que ocorrem ao longo da vida que podem levar alguém a ter depressão. O luto e o período pós-parto, por exemplo, são alguns deles, assim como a insegurança econômica muito grande atualmente. Também sabemos que hoje, as pessoas, em geral, querem respostas imediatas, e consequentemente isso faz com que elas se tornem muito mais ansiosas. A depressão é uma forma de ansiedade depressiva, andam lado a lado. Não podemos enxergar a depressão com um olhar preconceituoso, como fraqueza ou como frescura. Uma pessoa deprimida perde a vontade e a alegria de viver. Enxerga tudo “preto”!

Por que estou escrevendo sobre isso? Porque, talvez pensemos: não sofro desse problema emocional! Mas, quantas pessoas a nossa volta tem sofrido de forma silenciosa. Que possamos entender que Deus nos muniu com poderosas ferramentas em prol do Seu Reino e a favor de vidas. Afinal, somos consolidadores, discipuladores e apascentadores de pessoas. Que sejamos ferramentas capacitadas para nossa geração!

Shalom!

Fonte: Revista Galileu e Época Negócios